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Parto humanizado

Linha de ação parto humanizado

RESPEITO AS ESCOLHAS, PROTAGONISMO DA MULHER, EMPODERAMENTO, são a tríade de palavras que sintetizam uma assistencia de parto humanizada.

O parto humanizado não é um tipo de parto, mas uma forma de conduta segura e respeitosa da equipe médica, baseada em evidências científicas atuais e guiada por orientações da Organização Mundial de Saúde – OMS. As práticas e os cuidados obstétricos são os mesmos aplicados nos países de primeiro mundo que seguem tais recomendações. Em decorrência disso, esses países apresentam os melhores indicadores e resultados perinatais.

No processo de assistencia humanizada, existe a certeza de que intervenções médicas apenas serão feitas com o consentimento da mulher e quando estritamente necessárias, baseado em evidências científicas.

O parto natural humanizado vem sendo continuamente estigmatizado, importante ressaltar que esse tipo de assistência nada tem a ver com processos políticos ideológicos, trata-se de um tipo de assistência onde a mulher participa ativamente das escolhas, onde é lhe dado conhecimento de todo o processo para que a mesma possa tomar suas próprias decisões baseadas no princípio bioético da AUTONOMIA.

A mulher biologicamente está preparada para gestar e parir. Em uma assistência humanista ela é a protagonista de todo o processo e as intervenções somente são feitas quando estritamente necessárias e com consentimento.

Humanização é muito mais complexa do que parto na banheira, sala em luz baixa, ar condicionado desligado; essa expressão surgiu em resposta as sucessivas intervenções desnecessárias e violências praticadas cotidianamente em um grande número de maternidades brasileiras. O medo em relação ao parto normal instalou-se e o numero de cesarianas aumentou vertiginosamente, tanto que atualmente somos recordistas no numero de cesarianas com 85% de todos os partos na rede privada de saúde.

De que maneira podemos reverter isso? Disseminando conhecimento.

Como é o parto humanizado?

Não se pode falar em humanização sem ter uma equipe multidisciplinar . Obstetras, enfermeiras obstétricas, fisioterapeutas pélvicas, psicólogos, nutricionistas, doulas são alguns dos profissionais que podem compor essa equipe.

No protocolo Obstare de assistência ao parto, a mulher é examinada em casa pela enfermeira obstetra, desde a fase inicial de trabalho de parto. O ideal é que a ida para o hospital seja no momento em que o trabalho de parto entra na fase ATIVA. Antes disso, caso não haja necessidade de monitorar melhor a evolução, é indicado que a mulher permaneça em casa, em um ambiente tranquilo e onde se sente segura. Essa recomendação é justificada: o bem-estar da mulher ajuda o trabalho de parto a fluir. Uma internação precoce, quando o trabalho de parto ainda está numa fase inicial, chamada de latência, pode acabar gerando intervenções desnecessárias.

Já no ambiente hospitalar, o médico obstetra passa a acompanhar a mulher, monitorando os batimentos cardíacos do bebê e o ritmo das contrações. O trabalho do médico, nesse momento, é certificar-se de que tudo está correndo bem, e deixar a gestante livre para poder movimentar-se ou procurar posições que lhe sejam mais confortáveis. Ela pode comer, andar, mudar de posição, caminhar, dançar, ouvir música e sentir as contrações embaixo do chuveiro. Também tem liberdade para utilizar os recursos que algumas maternidades disponibilizam, como banheira, bola de pilates, barras e banqueta.

As doulas podem auxiliar com meios não farmacológicos de alívio da dor, como massagens e suporte emocional, além de cuidarem do ambiente para que ele se torne mais tranquilo e acolhedor.